Calendário eleitoral de 2026: TSE define prazos e regulamenta o uso de inteligência artificial nas campanhas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nesta segunda-feira, 2 de março, o calendário eleitoral para as eleições gerais de 4 de outubro de 2026.
A resolução aprovada também regulamenta o uso de inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais, garantindo mais transparência e segurança jurídica ao pleito.
Calendário eleitoral 2026: prazos importantes
Com a aprovação do calendário, o TSE estabeleceu datas essenciais para a organização e condução do processo eleitoral de 2026. O cronograma detalhado inclui, entre outros marcos, os seguintes prazos:
Desincompatibilização: a determinação de afastamento de autoridades dos cargos para concorrer à eleição segue prazos que variam de três a seis meses.
Registro de partidos e federações: até o começo de abril, partidos e federações que vão apresentar candidatos nas eleições de 2026 devem ter os estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
Domicílio eleitoral e renúncia para concorrer a outros cargos: também a seis meses das eleições, no começo de abril, pessoas que pretendem disputar cargos em outubro devem já ter definido o local onde vão se candidatar.
Regularização e novos títulos eleitorais: até 6 de maio, quem vai votar pela primeira vez precisa fazer o alistamento eleitoral — processo obrigatório para quem deseja participar da eleição. Já quem mudou de endereço ou quer alterar o local de votação deve atualizar o cadastro.
Convenções partidárias: o período de escolha oficial de candidatos ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto.
Registro de candidatos: até o dia 15 de agosto, partidos precisam registrar os candidatos escolhidos para disputar as vagas em jogo.
Propaganda eleitoral: a propaganda começa no dia 16 de agosto, dia seguinte ao fim do prazo para o registro de candidaturas. Isso vale para a campanha nas ruas e na internet.
Turnos de votação: o primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. O segundo turno, se houver, vai ocorrer no dia 25 de outubro.
Diplomações: as diplomações dos candidatos eleitos ocorrem nos tribunais regionais eleitorais e no Tribunal Superior Eleitoral até o dia 19 de dezembro.
Essas datas são fundamentais para que partidos, candidatos e demais envolvidos no processo eleitoral se organizem de acordo com as novas diretrizes. O TSE reforçou a importância de cumprir os prazos legais para garantir a lisura e a transparência do pleito.
Regulamentação do uso de inteligência artificial nas campanhas
Além do calendário, uma das grandes novidades foi a regulamentação do uso de IA nas campanhas eleitorais.
O TSE agora proíbe a disseminação de conteúdo eleitoral sem a devida rotulagem, visando combater a desinformação e a manipulação de dados durante o período eleitoral. Entre as novas diretrizes, destaca-se a vedação à criação de conteúdos falsificados ou alterados por IA, além da responsabilidade de plataformas digitais pela remoção de conteúdos fraudulentos.
Com a medida, o TSE busca garantir que a escolha do eleitor seja livre de influências indevidas, permitindo uma campanha eleitoral mais transparente e ética.
Impacto nas eleições de 2026
A aprovação do calendário eleitoral e a regulamentação do uso de inteligência artificial reforçam o compromisso do TSE com a segurança jurídica e a transparência nas eleições de 2026.
Advogados e profissionais de Direito Eleitoral devem se atentar às novas normas, pois elas impactarão diretamente a forma como as campanhas serão conduzidas, especialmente no que tange ao uso de tecnologias e no cumprimento dos prazos estabelecidos.
Com a aprovação dessas resoluções, o TSE busca promover um pleito mais justo, igualitário e responsável, alinhando as práticas eleitorais brasileiras às normas internacionais de proteção contra desinformação e manipulação tecnológica.
Para mais detalhes sobre o calendário eleitoral e a regulamentação do uso de IA nas campanhas, clique aqui para acessar nosso post completo.
Escrito por
Maria Luiza Melo de Paiva MartinsFundadora do Blog Jurídico Jurisconsultas. Especialista em Contratações Públicas, com Pós-Graduação 'lato sensu', pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG (2025). Especialista em Direito Constitucional e Governança Pública, com Pós-Graduação 'lato sensu', pela Pontífica Universidade Católica de Minas Gerais (2022). Graduada em Direito pelo Centro Universitário Newton Paiva (2020). Sócia da Sociedade de Advogados Arthur Guerra Advogados Associados. Atuando, principalmente, nos seguintes temas: Direito Administrativo Municipal, Contratações Públicas e Licitações, Direito Constitucional e Direito Eleitoral.
